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Archive for Abril, 2013

Estado do dia

Está frio.

Está sono.

Está rabugice.

E por hoje é só!

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25ABR2013 (um dia depois)

Os meus “25 de Abril” são, já há uns anos que o são, dias muito cheios. Este ano deu-se o caso de até a véspera o ter sido e portanto (ou por tão pouco) só agora tenho oportunidade de aqui o assinalar com a devida e merecida dignidade.

E a coisa começa logo assim: Este ano não há foto minimamente decente! De facto, no dia 24, estava eu alegremente numa noite de fados, lembrei-me a determinada altura que quando chegasse a casa deveria colocar a bateria da máquina a carregar. Escusado será dizer que não me lembrei. E mesmo que tivesse inscrito aquela cruz naquela membrana junto ao polegar de que já aqui falei, tenho mesmo muitas dúvidas de que me tivesse lembrado. Cheguei a casa tarde. Vim ver o mail. Aterrei na cama profundamente.

25 de Abril de 2013.

1.º Compromisso: Estar nas comemorações oficiais cá do burgo às 10 da manhã.

Realidade efectivada: 10h50 acordo… atrasadíssima que estava ainda conseguiria apanhar a parte final do desfile das fanfarras. Banho tomado a 500 à hora. Enquanto me vestia assistia na TV ao miserável discurso daquele gajo que se diz, que lhe dizem ser presidente. Vergonha, lástima, asco. Rapidamente pego no telefone e mando post para o FB. “Senhor presidente demita-se. Era um favor que nos fazia a todos”.

Saio aos mesmos 500 directa às comemorações. Chego, obviamente, no fim! Agora com mais tempo, segue-se o segundo compromisso: almoçar com os amigos com quem iria para Lisboa a seguir. Nestes 30 minutos, volta a ocorrer-me o mesmo pensamento: a máquina fotográfica! “podias ter deixado a bateria a carregar antes de vir para aqui e depois era só passar em casa para a ir buscar”. Pois, poder podia, mas o resultado não seria certamente o mesmo.

À hora marcada seguimos para Lisboa. Chegamos a horas. Estava calor. Havia vento. Havia plátanos! Havia uma chuva daquela neve dos plátanos! De tal maneira que no meio dos “o povo unido jamais será vencido”, “25 de Abril sempre. Fascismo Nunca Mais!”, “Grândola Vila Morena” e “Depois do Adeus”, havia tosse, havia espirros, havia lágrimas. Fenómeno generalizado. Um pouco por toda a multidão que era próspera, ele era lenços, ele era casacos a fazer de máscara. Resistimos. Impunha-se.

Escolho sempre um sítio para fazer o desfile. Ou vou com um dos grupos organizados do qual já fiz parte, ou vou com os chamados ‘novos’ movimentos sociais. Mais coisa menos coisa ando por aí. Este ano, especialmente porque não tinha máquina fotográfica (só pode…), resolvi ir com a chaimite… e toda a gente à minha volta a fazer fotos com a chaimite… e eu cheia de inveja, lá bati uma chapa com o telefone… não é de todo a mesma coisa, mas pronto, lá ficou o momento registado.

A chaimite levava música. A chaimite levava camaradas com os seus camuflados vestidos. A chaimite levava os inevitáveis cravos vermelhos. Quando começamos a andar em direcção ao rossio tive ali ‘o meu momento’ do desfile. Ouvia-se, pela primeira vez naquela tarde, o Paulo de Carvalho: “Quis saber quem sou. O que faço aqui? Quem me abandonou. De quem me esqueci. Perguntei por mim. Quis saber de nós.” Um pouco atrás um jovem trazia recortado e colado em cartão, um retrato do Salgueiro Maia. Fui invadida por uma visão a preto e branco ao vê-los ali todos a andar de cravos na mão em slow motion. Imaginei-os de calças à boca de sino e de camisas aos quadrados com generosos colarinhos em bico. Tinha sido assim de certeza. As mesmas caras, as mesmas esperanças, o mesmo povo, a nossa gente. O Salgueiro Maia! Emociono-me. “Enchem-se-me os olhos de água. Tanto sonho. Tanta mágoa”. Nesta altura não era dos plátanos. Não tenho remédio.

Interrogo-me sobre o que teria acontecido naquela tarde de quinta-feira, há 39 anos, se o Salgueiro Maia não tivesse corajosamente, feito frente sozinho aos tanques da reacção. “E se ele tem recuado?”

Recordo enojada a figura que ocupa actualmente o Palácio de Belém, na altura primeiro-ministro, ao lhe negar em vida a pensão a que tinha direito e que mais tarde depois da sua morte desenvergonhadamente o homenageia. Cínico. Hipóctita. Visceral. Feio, porco e mau. Associo ao discurso da manhã. Desligo o botão.

Lá seguimos convictos até ao Rossio. Percebo nessa altura a dimensão do desfile. Foi um dos melhores nos últimos anos. Muitas associações, movimentos e sindicatos representados. Muita juventude. Cor. Apesar de tudo, festa.

Olho para o relógio. Está na hora de voltar ao burgo. Ainda há o jantar do 25 de Abril. Lá fomos. E aqui estou chegada deste meu dia.

Tenho a certeza que este 25 de Abril é hoje o mais penoso de todos os outros 38 que vivemos até agora. Nunca como hoje tivemos “as conquitas de Abril” tão ameaçadas.

Este post já vai longo. Queria concluir dizendo apenas que nunca como hoje fez tanto sentido comemorar Abril. “Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar.”

A fotografia deste meu dia fica assim aqui registada neste texto e ilustrada da forma que pude. Para o ano, se tudo correr bem, lá estarei de novo.

fotografia

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Hoje é o dia do livro!

Se eu soubesse estas coisas com a devida antecedência não teria ontem comprado dois e, com isso, ter perdido o direito aos 20% desconto daquela megastore em que sou viciada.

Assim, hoje não comprarei um livro. Fica falta compensada pelos muitos que comprei nos últimos dois anos. Acreditem que foi um GRANDE investimento.

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coisas impressionantes

Alguém veio parar ao meu blogue com a seguinte interrogação: “Uma vez que é sabido é certo?”

Vou ficar a pensar nisto. 🙂

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Estudos

“Heterossexualidade não é natural. Diz sociólogo.”

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E como continuo na Lua aqui deixo acompanhamento a condizer.

😀

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Coisas da net

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(daqui)

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