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Archive for Agosto, 2013

enfim…

esta coisa toda que anda para aí dos piropos deve ser a silly season a dar as últimas, não é?

 

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Os sábios

Aqui há uns valentes anos, contaram-me que uma ilustre e respeitável figura da administração pública portuguesa, infelizmente já falecida, tinha desenvolvido um mecanismo de organização do seu trabalho e de acordo com a sua longa experiência, para melhor poder lidar com a frustração que lhe causava o conhecido entorpecimento do Estado. O método envolvia a escolha de três prateleiras de uma estante classificadas do seguinte modo: “Coisas que se resolvem”, “Coisas que só o tempo resolve” e “Coisas que nem o tempo resolve”.

Eu retive esta história, e quando confrontada com o mesmo problema na curta passagem que tive pela administração pública portuguesa, resolvi adoptar o mesmo sistema: o meu armário com os processos triados pela mesma classificação. E dava por mim com alguma satisfação porque afinal a maioria das coisas, embora com muita dificuldade, até se resolviam e nunca tive de aumentar as prateleiras. Entretanto comecei também a adaptar o método a várias outras coisas da minha vida e com a aprendizagem e o desenvolvimento da ferramenta acabei por criar uma quarta categoria: “As coisas que se resolvem por si próprias”.

De facto, e dependente da natureza das questões, há mesmo coisas que se resolvem por si mesmas e ainda bem. A sabedoria aqui reside na identificação correcta da situação. Acreditem que ficamos mesmo muito satisfeitas quando descobrimos finalmente que o diagnóstico estava certo. 🙂

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Gostava de saber…

… que raio fiz ao meu dedão direito do pé que me dói que se farta!!!!

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O tempo…

… é fascista. E claro, depois desta conclusão, uma pessoa como eu só tem uma solução: sublevar-se!

Que todas as revoluções têm consequências. Valerá por isso a pena não nos agastarmos muito com o assunto e levar a coisa em frente. Sem remorsos.

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Eu bem sei que isto que vou escrever de seguida pode ser polémico e susceptível de ser visto como uma coisa meramente especulativa.

Como declaração inicial tenho a dizer que coloco todo o texto no âmbito das hipóteses.

Quando há uns meses estudei a Primavera Árabe no Egipto, do ponto de vista sociológico e na perspectiva da importância crescente que os chamados new media (facebook, Twitter, Youtube, etc.,) têm tido na organização da acção política dos movimentos sociais, de entre os muitos estudos e textos que li sobre o assunto, pelo menos três deles faziam referência ao aproveitamento político, designadamente ao Spin, que alguns governos  ocidentais (USA e UE) teriam usado nas redes sociais para fazer passar a mensagem que lhes interessava, ou seja, a queda do governo de Hosni Mubarak, com o qual tinham relações difíceis, não tanto pela natureza autocrática do regime, mas por outros motivos e interesses. Assim, colocavam esses estudos a hipótese de muito do que circulava na Internet tinha como origem não propriamente os activistas egípcios, mas outras fontes. O que acontecia depois com o conteúdo viralmente partilhado é que ele era depois apropriado pelos actores no terreno e no fim tornava-se impossível saber de onde tinha vindo e com que objectivos.

Sendo eu uma romântica incorrigível nestas coisas das revoluções, e como o meu ângulo de investigação não estava propriamente para aí virado, não aprofundei muito a questão e voltei-me mais para outras paisagens. No entanto o assunto ficou cá.

Recentemente, explodiu de forma igualmente viral, em tudo o que é rede social a denúncia, e acrescento eu e bem, de um sem número de atrocidades cometidas contra pessoas LGBT na Russia, consentidas e até incentivadas pelo governo russo através de legislação anti-gay. Todos os dias há notícias novas e todos os dias, personalidades com alguma projecção têm vindo a ser voz da condenação de tais actos (o que a mim me parece muito bem).

Ora, como sabemos, e nós LGBTs sabemos bem, o que se passa na Russia em termos de Direitos, Liberdades e Garantias, seja para gays, lésbicas, bissexuais, transgéneros, seja para outras minorias, é grave, bastante violento, merece ser denunciado e combatido. Mas não é de agora, é de há muito tempo. E também sabemos que a questão não é só problemática na Russia. Também o é noutras latitudes e longitudes espalhadas por esse mundo fora. Portanto a questão tem que se colocar. Porquê só agora e porquê na Russia?

Bem, dá-se o caso das relações entre o governo norte-americano e russo atravessarem neste momento que vivemos uma das piores crises diplomáticas de sempre, a fazer lembrar os cenários do tempo da guerra fria. E porquê? Por causa do “Caso Edward Snowden” e do asilo político que lhe foi concedido pela Russia. A coisa é de tal forma evidente que Barack Obama, aproveitando a embalo e há bem pouco tempo, lá fez numa intervenção pública a condenação do governo russo no que se refere à sua política para as pessoas LGBT.

E o que quero eu dizer com tudo isto no âmbito das hipóteses a considerar?

Em primeiro lugar: Há males que vêm por bem. A manipulação mediática de alguns casos pode ter efeitos positivos. Ao querer virar a opinião pública contra o governo russo, o spin norte-americano presta um bom serviço à causa LGBT em geral e aos russos em particular.

Em segundo lugar: Quando a esmola é muita o pobre desconfia. Apesar de ter utilidade, o spin norte-americano não entrou neste filme pelos motivos certos, pelo menos do meu ponto de vista.

E como a prosa já vai longa por aqui me fico. 🙂

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Declaração

Estou farta do verão!

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O mundo visto ao contrário…

… ou da homossexualidade normativa.

será que assim todxs entendem?

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