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Archive for Janeiro, 2014

… e porque não consigo encontrar grandes qualificações para qualificar o inqualificável…

“Que dizer dos deputados que votaram contra a sua consciência? Que não a tem? Que dela abdicaram? Declarações de voto não valem um voto. A objecção ou é um exercício ou não é objecção, é plasticina. A disciplina de voto pode fazer sentido, mas não neste caso. Mas serve de capote para acomodar a cobardia política sentada no parlamento. A disciplina de voto tornou-se disciplina de veto. Veto à própria Assembleia, que aprovara o processo legislativo, precisamente porque não houvera disciplina de voto. Ontem não houve liberdade. Escreveu-se torto por linhas tortas. Foi tudo triste. Tudo triste.”

in: Pedro Santos Guerreiro, Expresso, Edição de 18/01/2014

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Generalizações

Não gosto delas. Das generalizações. E fujo, nem sempre com sucesso, como o diabo foge da cruz à tentação de nelas cair. Não é muito difícil cair.

Mas há um certo tipo de criaturas que populam aliás bastante pelas redes sociais e pelos blogues peritas crónicas neste tipo de coisas: de meter tudo no mesmo saco.

1 – Ele é os advogados que são todos ladrões,

2- Os empresários que são todos exploradores,

3- Os jornalistas que são todos mentirosos,

4- Os políticos que são todos iguais,

5- Etc. e por aí fora…

Ora parece-me a mim, que o que está por detrás deste tipo de dispositivo cognitivo não é muito diferente do que permite os seguintes raciocínios:

1- Os pretos são todos criminosos,

2- Os ciganos são todos vigaristas,

4- Os brasileiros são todos vadios,

5 – Os maricas são todos pervertidos,

6- Igualmente etc. e tal e por aí fora.

O que acabei de fazer neste pequeno exercício foi apenas a reprodução de umas quantas marcas de estigma bastante comuns do que também se diz e escreve por aí fora. E toda a gente sabe o que está por de trás do estigma (ou pelo menos deveria saber): a rendição ao raciocínio simplista e fácil que conduz à generalização. No fundo ao preconceito, que é como se sabe aquilo que define o estado prévio ao conceito, ao conhecimento.

E portanto é com particular deleite que leio alguns textos de criaturas assumidamente despreconceituosas, tanto que passam a vida a anunciá-lo aos quatro ventos (logo aí devemos desconfiar), a cair na esparrela da generalização fácil. Do raciocínio simplista e acrítico.

E pronto: eu fico a chinga-los e escrevo textos destes. 🙂

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well…

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(Nota da pequena e racional criatura que vive no meu lindo neurónio: ‘SÃO 02h12… VAI DORMIR CARAÇAS!’)

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Para quem aqui passa…

… muito bom fim-de-semana.

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… este não é um sítio secreto. É apenas um sítio discreto.

e sossegado.

Tal como eu, que sou e gosto assim.

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Lisboa é um álbum de família

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“Instantâneos do quotidiano de oito famílias arco-íris espalham-se pela cidade de Lisboa entre 1 e 14 de janeiro no circuito de mupis da Câmara Municipal de Lisboa e nos écrans da Associação de Turismo de Lisboa.” 

Mais informações aqui e também aqui.

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Por nenhum motivo…

… assim em particular, pelo menos consciente, desde a manhã de hoje que ando com esta música a martelar no ouvido.

Freud deve explicar…

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