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Archive for Fevereiro, 2014

Sem surpresas…

… o Tribunal Constitucional considerou inconstitucional o referendo à co-adopção e à adopção por casais constituídos por pessoas do mesmo sexo.

Naturalmente que me sinto satisfeita com a decisão. Mas não posso ficar ‘descansada’ com a argumentação que o mesmo Tribunal usou para justificar o ‘chumbo’. Nenhuma questão de direitos foi referida. Nenhuma questão de princípio foi identificada. O TC ficou-se pelas questões formais e técnicas do direito. Até onde consegui ler o acórdão, e acreditem que ler estas peças dos senhores juízes não é fácil, é um exercício de resistência, o mesmo deixa em aberto duas possibilidades: a reformulação das perguntas ou a queda de uma delas. No fundo não misturar as duas questões: co-adopção e adopção.

Ficam por isso as criaturas que propuseram o referendo com o caminho desimpedido para proporem uma nova questão o que, tendo em conta o surrealismo que tem caracterizado a política portuguesa nos últimos tempos, não me surpreenderia mesmo nada que tal fosse feito.

Enfim, aguardemos pois.

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“and that feels opressive”

Brilhante.

 

(via: Academia Cidadã)

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The day we figth back

Devia estar aqui um banner todo animado e não sei quê sobre esta campanha contra o Big Brother generalizado a que as nossas actividades online são neste momento sujeitas.

Como não percebo nada disto, que é como quem diz, sou uma perfeita aselha nestas coisas do html, deixo aqui o link para quem quiser juntar-se.

Ah, e bom dia!

THE DAY WE FIGHT BACK

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Das Ideias Perigosas: o rescaldo final

Às vezes não é pior deixar passar o tempo para quando olharmos para trás conseguirmos ter uma visão mais focada. E agora que já passou mais de um mês aqui fica o rescaldo de todo o processo.

Andei durante uns tempos a penar numa situação profissional que se tornou insustentável a todos os níveis.

Os pressupostos iniciais que me levaram a aceitar o desafio alteraram-se de forma substancial sem que eu fosse chamada ao assunto.

A crise que atravessamos leva as pessoas a aceitarem tudo de barato. Sem discussão. As pessoas sujeitam-se e quando não têm outro remédio se não esse, compreendo bem porque o fazem. Já eu tenho alguma sorte, feitio (e do bom, eheheh) e condições que me permitiram mandar aquilo à fava. E foi o que fiz. Se o fiz de forma imponderada e impulsiva? Não. Andei muito tempo a matutar no assunto. Se o deveria ou não fazer. Tanto que acabei por classificar a ideia como perigosa. Fazê-lo assustava-me. Mas também me assustava a ideia de andar contrariada e sem conseguir viver, sem conseguir por em prática os projectos que quero para mim, a vida que quero viver. E aquele não era em definitivo o caminho para tal.

Por isso, de forma se calhar um bocado louca (admito que a coisa possa ser vista assim pelo lado de fora), aos 40 anos e no meio de uma das maiores crises de sempre, resolvi que a melhor forma que tinha para conseguir o meu equilíbrio era nada mais, nada menos do que ficar desempregada e sem plano B. Foi um salto sem rede. Mas foi um salto para a vida que quero viver.

E tudo se resolve. Resolve-se sempre. E esta vez não será certamente a excepção.

Para já os tempos são de construção. E é isso que tenho feito.

E pronto: era isto. 🙂

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